Bagagem! O que colocar na mala quando você está indo para outro país?

Bom, quando o assunto é mala, eu sou simplesmente péssima! Erro toda vez! Aí você vai pensar: se ela erra, como quer ensinar a arrumar malas? A gente aprende com nossos erros, certo? E com o erro alheio também! Por isso, vamos lá!

Calças
Em 2011, quando vim pra Europa a passeio, errei feio na mala, pois carreguei roupas muito pesadas e ruins para turismo. Por exemplo, calças jeans. Se você está indo a passeio, duas são mais que suficientes. Mesmo porque, dependendo da época, você consegue usar calças mais leves e até mesmo bermudas ou shorts. E eu, particularmente, acho a calça jeans mega desconfortável para ficar o dia todo. Em 2012, fui para a Argentina e Chile. Fiquei achando que estava esperta com viagens e segui a mesma filosofia das calças: coloquei na mala calças mais leves, tipo legging (que usei muito na Europa) e calças de montaria. Errei de novo! Explico: quando vim pra Europa em 2011, era verão por aqui. E calça jeans era como se você estivesse em uma sauna durante os passeios, mesmo naquelas cidades um pouco mais frias. Na Argentina e no Chile, era inverno. E precisei usar as poucas calças jeans váaaaarias vezes, pois quando colocava as de montaria, achava que ia congelar. Uma boa dica é usar meia-calça por baixo das calças de montaria, pois esquenta bastante (se for daquelas fio 40, 60 ou 80 então, melhor ainda). Existem também umas calças próprias pra colocar por baixo de jeans que esquentam bem também. Quando fomos esquiar, ficamos sabendo dessas calças através do Marcelo e da Lynn, companheiros de viagem. E realmente elas esquentam pra caramba. Na época, eles compraram na Decatlon, em Campinas, mas acredito que qualquer loja de artigos esportivos venda esse tipo de roupa. Para as meninas, uma legging por baixo da calça jeans faz o mesmo efeito.
Blusas
Quanto às blusas, o segredo é equilibrar com camisetinhas de manga curta, regatas (se for verão, claro!), blusinhas de malha tipo Hering, algumas blusas mais quentinhas, que podem ser de lã, e um bom casaco. Tudo depende do número de dias que você vai ficar. Para o Chile, compramos umas polares (custa baratinho na Decatlon também) que foram perfeitas. São leves, mas muito quentinhas. Basta uma dessa por cima de uma malha ou até mesmo de uma segunda pele, um bom casaco e o frio passa longe (e lá nós fomos até esquiar, heim?). Bom, e casaco basta um mesmo, que pode ser couro ou sobretudo – curinga para todos os passeios, dos mais descolados aos mais requintados. Em termos de blusa, todas as vezes eu acertei, exceto agora, para vir embora, mas daqui a pouco falo sobre isso.
Sapatos
Sou apaixonada por sapatos, mas é ilusão carregar muitos sapatos quando o assunto é turismo, principalmente pela Europa. Aqui se anda muito. Portanto, a palavra-chave é conforto. Um tênis e uma bota confortável bastam! Claro, um chinelo para o hotel. Se for verão, uma sapatilha também pode ser bem-vinda, pois ajuda na hora de compor looks noturnos, por exemplo. Para o dia, nada melhor que o tênis mesmo! Sandálias e rasteirinhas não recomendo de jeito nenhum (opinião pessoal). Não são boas para longas caminhadas e deixam o pé sujo. Nunca nem arrisquei usar!
Quantas malas?

A quantidade de mala depende da companhia aérea que você vai usar. Não deixe de conferir o que ela permite. A maioria delas permite duas malas, com 32 quilos cada. Se o assunto é turismo, isso é até exagero. Dependendo do tempo que for ficar, dá pra carregar só uma. E se você for como eu, que adoro umas comprinhas locais, a mala tem que estar leve mesmo pra você poder colocar as compras. Lembre-se que você vai ter que puxar essa mala em algumas situações e isso pode ser incômodo, a não ser que você tenha um “personal carregator de malas” como eu: o marido! (brincadeirinha)

O que é indispensável é uma bagagem de mão. Essa não pode faltar de jeito nenhum. Sempre carrego uma mochila com umas duas ou três trocas de roupa diversificadas. E nunca me arrependo. Em 2011, minhas malas ficaram no aeroporto que fiz conexão e só chegaram ao meu destino no dia seguinte. Não fosse a bagagem de mão, não teria roupa após meu primeiro banho na Europa. Há companhias aéreas que oferecem um valor em dinheiro quando isso acontece, mas é melhor não contar com essa sorte, pois é burocrático e às vezes o dindin até demora (eu prefiro me garantir com a bagagem de mão mesmo). E existem outros imprevistos, que não são necessariamente a perda das bagagens. Dessa vez, por exemplo, vindo para a Suíça, minhas malas chegaram direitinho, mas vomitei (eca!) durante o trajeto Campinas – Lisboa. Não fosse a roupa extra na bagagem de mão, ficaria com uma blusa e um cachecol com respingos de vômito (é nojento falar disso, mas pode acontecer com qualquer um!). Ainda bem que tinha a mochila com roupas extras para me trocar no avião mesmo e eliminar a roupa suja (que coloquei num saquinho e pronto!).
Na mesma mala de mão, é bom colocar os eletrônicos (Ipads, Ipods, notebooks, ultrabooks, enfim, o que você tiver e for trazer). É indispensável também uma bolsinha com itens de higiene pessoal (escova de dentes, creme dental, um sabonetinho de rosto, desodorante…). Só lembrando que, qualquer recipiente com líquido não pode ultrapassar os 75 ml. Eles barram mesmo no check in e fazem você jogar fora (nunca aconteceu comigo, mas já presenciei). Também não pode ter nenhum objeto cortante (tesourinha ou alicate de unha, coloque na bagagem despachada). Um bom livro para ajudar na espera do aeroporto ou até mesmo no avião também é muito bem-vindo. Pra quem tem Ipad, vale baixar uns filmes, pois nem todo avião tem opção de você escolher o que assistir. Na minha vinda pra cá, eu não precisei, pois os filmes que a TAP disponibilizou estavam ótimos e eu podia escolher, pois havia TV e controle individual. O Júlio veio um mês antes e não teve a mesma sorte, pois mesmo com TVs individuais, todo mundo era obrigado a ver a mesma programação. Espertinho que ele é, já tinha colocado opções no Ipad.
Ah! Não falei de roupas íntimas, mas acho que nem precisa, certo? Meias e derivados, você calcula mais ou menos o número de dias e coloca uns dois ou três a mais para algum imprevisto (que pode acontecer!). 

Quando a mala é de mudança, a história já é outra. No meu caso, que agora vim de mudança, meu maior erro foi trazer poucas roupas de calor. Nunca imaginei que fosse pegar 30 graus na Suíça. Mas é o que temos vivido por aqui. Por sorte, as lojas estão em “Soldes” (ofertas) e deu pra comprar umas peças fundamentais, tipo regatas e shorts. Trouxe bastante roupa de frio, mas sei que quando o inverno chegar pra valer vou precisar comprar algumas coisinhas, pois o inverno daqui é bem diferente do inverno do Brasil. Fica a dica também: se for pegar inverno bravo, compensa diminuir o peso da mala e investir nas compras locais. E não se esqueça de colocar pelo menos um cachecol e um par de luvas. Dependendo do frio, você pode precisar. E o cachecol é uma peça excelente e muito usada no inverno europeu. Vale até colocar mais de um!

Bom, espero ter ajudado de alguma forma. Como disse, longe de mim querer ensinar a arrumar malas, mas vale dividir meus erros e acertos para aqueles que vão viver essa experiência. Volto depois com as novidades das últimas viagens e aquele prometido post de beleza.
E pra não perder o costume… voilà!

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